01/11/17

Hotel de Turismo

Hotel de Turismo - lado nascente Postal das Ed. Camilo V. Nogueira. Anos 50/60 do séc. XX.
Em primeiro plano, a casa do construtor civil Apolinário Marçal. Não existia a Torre de Telecomunicações, e no seu lugar existiam eucaliptos. Também não existiam prédios no Alto de Santo António. 



Postal de Passaporte dos anos 50 do séc. xx. Vista sobre a cidade a partir do Hotel de Turismo.
Em primeiro plano, ao centro, a casa e a fábrica de carpintaria, indústria de serração, mecânica e armazéns de materiais de construção do construtor civil Apolinário Marçal, que funcionou até finais dos anos 70 do século XX.
 
De reparar que a rua de Angola ainda não existia.

Praça da Républica

Anos 40 do séc XX. 
Chamou-se Terrado da Feira e Largo da feira. Em 1863 passou a designar-se Praça do Príncipe Real D. Carlos Fernando e, em 1910 Jardim da República. 
Em junho de 1940 o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, foi erguido, inicialmente estava projetado para o Outeiro de S Pedro. 
No Castelo são visíveis as instalações do quartel. 


Convento de Nossa Senhora da Graça

"INICIO E FIM DO CONVENTO NOSSA SENHORA DA GRAÇA DA VILLA DE ABRANTES CONVENTO DOMINICANO FEMININO NA VILLA DE ABRANTES A origem do Mosteiro de Nossa Senhora da Graça teve princípio no Bispo da Guarda D. Fr. Vasco de Lamego, em cuja diocese se compreendia a então Vila de Abrantes. Com os sobejos das suas rendas, Vasco de Lamego, no ano de 1422 (ano do Redentor 1384), ordenou o levantamento de um Mosteiro de Freiras em Abrantes, em louvor da Virgem Maria, em local que não onde hoje se encontra a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. Escolhida pelo Bispo a Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, floresceu este Mosteiro até ao tempo do Rei D. Duarte, quando um surto de peste dizimou todas as suas religiosas quase fechando o Mosteiro de invocação a Nossa Senhora da Consolação. Para continuar a servir as ordens monásticas, não perderem as casas desabitadas, rendas e propriedades por falta de administração, os Bispos da Guarda lhe nomearam Comendatárias, como recolhimento de mulheres nobres sem clausura (a) […]. Devido ao esbanjamento de rendas e propriedades, durou este provimento pouco menos de cem anos, até uma outra mulher, a moça e nobre filha de Affonso Florim e de Violante Alvares d’Almeida restituir o Mosteiro à sua antiga religião. Restituídos que foram pela Prioresa Brites de S. Paulo os virtuosos intentos e bons princípios ao Mosteiro, no dia de todos os Santos, em 1529, fizeram profissão as primeiras noviças. Em 1541, quando o Padre Mestre Fr. Jerónimo de Padilha, Provincial de S. Domingos passou pela vila de Abrantes, o Mosteiro de Nossa Senhora da Consolação passou a designar por Nossa Senhora da Graça, para se distinguir do convento dos frades que já se designava dessa forma. Assumido pela Ordem Dominicana, esta comunidade de onze companheiras, já com licença da Sé Apostólica para o Mosteiro poder passar ao Hábito e Regra de qualquer das Ordens reformadas então existentes (1541), D. João III, concedeu às freiras o privilégio para poderem, sem mais autoridade de justiça, mandar executar os seus rendeiros e caseiros. Com gente nobre a afluir cada vez mais ao Convento, casas velhas, aposentos estreitos, em sítio incapaz de se alargar, resolveram as Monjas Dominicanas obter licença para nova casa em posto mais cómodo e mais chegada à Vila. Para a construção da sua nova casa el-Rei concedeu-lhes algumas esmolas em dinheiro, e huns alvitres de importância. Eis parte da carta enviada à Madre Prioresa e Freiras: Eu el-Rei vos envio muito saudar. O Padre Frei Pedro Bom, me requereo da vossa parte o despacho da venda dos officios d’Escrivão da Câmara, e d’Almotaçaria d’essa villa, e assim da parede, e chãos, de que vos fiz mercê, e esmola para as obras do Mosteiro novo: E o despachei, segundo vereis por huma carta, que sobre isso escrevo ao Corregedor d’essa Comarca […] para que este verão, que vem, com a ajuda de nosso Senhor vos possais mudar ao dito Mosteiro novo […] Concluído o novo edifício e cerca do Mosteiro da Graça, sendo Provincial o Padre Frei Francisco de Bovadilha se fez no ano de 1548 a solene passagem de trinta e quatro religiosas para o novo Convento Dominicano feminino, este sim, no local onde hoje se encontra a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. A esposa de D. João III, Rainha D. Catarina, senhora religiosa e de muita bondade, ajudava e escrevia com alguma frequência ás freiras do Convento da Graça. Para os que nunca tiveram oportunidade de ver as cartas enviadas pela Prioresa à Rainha D. Catarina bem como a do Corregedor de Abrantes ao Rei D. João III, quatro séculos depois "COISASD'ABRANTES" dá a conhecer um pouco mais da história do já desaparecido Convento Dominicano de Abrantes: 01 de dezembro de 1551 – Carta de D. Isabel de S. Francisco, Prioresa da Graça de Abrantes, dando conta ao Rei (D. João III) não consentir na avaliação que fez o corregedor de Abrantes da obra que fizera no dito Mosteiro, Pedro Fernandes

DATAS QUE MARCARAM O FIM DO ÚNICO CONVENTO DOMINICANO FEMININO EM ABRANTES * 04 de novembro de 1891 – Morre Maria Angélica do Santíssimo Rosário (Maria Angélica Godinho), Prioresa e última religiosa professa do Convento de Nossa Senhora da Graça. Os bens do Convento são arrolados pela autoridade administrativa, solicitando a CMA ao Governo a cedência do imóvel. 03 de dezembro de 1891 – O Governo cede provisoriamente à CMA o edifício e cerca do extinto Convento de Nossa Senhora da Graça, para nele se estabelecerem as repartições publicas e suas dependências, escola municipal de instrução secundária e tribunal judicial. 19 de abril de 1892 – O Governo torna definitiva a concessão provisória feita à CMA do edifício e cerca do Convento de Nossa Senhora da Graça. 24 de julho de 1892 – Tem inicio a venda de bens do extinto Convento de Nossa Senhora da Graça. Na inventariação desses bens, as competências do administrador do concelho são por mais de uma vez postas em causa, ou mesmo ignoradas, por outras autoridades locais. 29 de dezembro de 1892 – O administrador do concelho confere a posse do Convento de Nossa Senhora da Graça à CMA. 21 de dezembro de 1893 – Face à recusa manifestada pelo arcipreste de Abrantes, Manuel Martins, em entregar as chaves do Convento de Nossa Senhora da Graça, a Câmara Municipal de Abrantes (CMA), toma posse do edifício através do arrombamento de uma porta. Janeiro (!!!) de 1895 – A CMA autoriza o arcipreste de Abrantes a retirar diversos bens culturais do extinto Convento de Nossa Senhora da Graça, para serem distribuídos na forma de lei. 25/26 de fevereiro de 1895 – Regista-se uma grande cheia do Tejo. Alguns habitantes do Rossio ao Sul do Tejo obtêm abrigo no Convento de Nossa Senhora da Graça. (Refere-se este facto por ter sido o último serviço prestado à comunidade local). 16 de junho de 1897 – A CMA doa à Santa Casa da Misericórdia dois altares laterais da Igreja do extinto Convento de Nossa Senhora da Graça. 01 de junho de 1898 – A CMA doa à Junta de Paróquia de Rossio ao Sul do Tejo dois altares laterais da Igreja do extinto Convento de Nossa Senhora da Graça, para serem colocados na Igreja Matriz daquela freguesia. 01 de fevereiro de 1899 – A CMA doa ao mordomo das Capela de S. José de Nossa Senhora das Dores, de Ortiga, um retábulo existente no coro da Igreja do extinto Convento de Nossa Senhora das Graça. 07 de março de 1900 - CMA doa à Irmandade do Senhor Jesus dos Passos um dos altares laterais da igreja do extinto Convento de Nossa Senhora da Graça para um novo passo que a irmandade construiu na Rua Luís de Camões. 06 de junho de 1900 – José Martinho Charneca, de Lisboa arremata em hasta publica por 201$500 o altar-mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Graça. 23 de outubro de 1901 – É assinada a escritura para demolição do Convento de Nossa Senhora da Graça e construção do edifício das repartições públicas, que fica concluído em abril de 1904."

 *(Cronologia de Abrantes no Século XIX /XX – Eduardo Campos - Edição CMA 2000/2005)

Por José Manuel d’Oliveira Vieira Artigo do autor publicado no "Jornal de Alferrarede" Nº 290DEZ2009 


Igreja de S. Vicente

Foto anterior a 1950, pois foi nas obras de finais dos anos 40 que a claraboia foi substituída pelo óculo atual.


Casa do Capitão Mor

CASA DO CAPITÃO MOR - Largo General Avelar Machado ( ed. Pelicano/Mango) na viragem do séc. XIX - XX.

Antonio Vitorino Pato Eu e um carpinteiro chamado Fortes que morava num recanto da Rua Grande andamos a remendar as portas que eram enormes e que eram preciso alavancas e vários homens todos os dias para as tirar e pôr até serem reparadas.Eu tinha uns 14 anos.

Na esquina era uma tasca, a tasca do Mamede e ao lado era um armazém do Taborda & Velez.