30/08/17

Jardim Taborda

Em outubro de 1909 é ajardinado o "Largo do Teatro", mas só em janeiro de 1912 é inaugurado o monumento ao ator Francisco Alves da Silva Taborda, da autoria do escultor Costa Motta (sobrinho) .
Postal circulado em 1948

Panorâmica

Vista a partir do alto de Santo António (?), imagem anterior a 1932.
Repare-se que não existia a Esplanada 1º de Maio, nem o antigo mercado diário. 


Visconde de Abrançalha.

João José Henrique Trigueiros de Castro Ataide, (1836-1905) 1º e único visconde de Abrançalha. Com sua esposa Maria Eugénia Rombo de Castro e Ataíde. 1.º Visconde de Abrançalha, por mercê de D. Luís I (decreto de 24.7.1869); nasceu a 4-VII-1836 na freguesia de São Miguel em Castelo Branco. Foi Fidalgo-Cavaleiro da Casa Real por Alvará de D. Maria II (3.2.1849); Moço-Fidalgo com exercício no Paço por Alvará de D. Pedro V (9.2.1858); Abastado proprietário em Abrantes e senhor de uma casa apalaçada à Rua de Artilharia Um, em Lisboa, onde está instalado o actual colégio das Irmãs Doroteias.

Dr. Manuel Constâncio

Manuel Alves, nasceu no lugar de Sentieiras, - Abrantes em 4 de Agosto de 1726. Falecendo seu pai, um pequeno agricultor, em 1738, foi a família viver para perto da vila do Sardoal onde iniciou o estudo das primeiras letras e depressa aprendeu o ofício de barbeiro com cujos rendimentos ia sustentando a família que era numerosa. Como era hábito nesse tempo a tais profissionais, Manuel Constâncio quis ser sangrador, arte que praticou com um padrinho de batismo de uma sua irmã. Começa a estudar português e latim em Abrantes, continuando a exercer a sua profissão e aproveita para frequentar quando pode o hospital local. Com 21, o marquês de Abrantes, possivelmente reparando nas suas faculdades, leva-o para Lisboa, arranjando-lhe o lugar de criado na casa de seu cunhado, o Conde de Portimão, D. Pedro de Lencastre. 
Cerca de 3 anos depois, Manuel Constâncio, inscreveu-se como praticante de cirurgia com o licenciado José Elias da Fonseca, no Hospital de Todos-os-Santos de Lisboa.
Na época a cadeira de anatomia era dirigida pelo cirurgião francês, Pedro Dufau que o Marquês de Pombal trouxera para Lisboa com intenção de reformar os estudos nessa área da medicina o que atraiu Constâncio.
Com os conhecimentos adquiridos, apresenta-se a exame de sangrador, obtendo a sua carta em 16 de Julho de 1754, então com 28 anos.
Não ficam por aí os seus objetivos, 4 anos depois apresenta-se ao exame de cirurgião.
É nomeado entretanto para o cargo de cirurgião-ajudante do corpo de tropas comandadas pelo marquês de Marialva, quando as tropas francesas e espanholas invadem Trás-os-Montes.
Em 11 de Novembro de 1763, substitui Dufau no ensino da Anatomia devido aos problemas criados pela guerra. Assume em 1 de Outubro de 1764 a regência definitiva da Cadeira por jubilação de Dufau, tendo sido este que o indicou para o substituir.
Casou aos 51 anos, tendo tido 3 filhos e uma filha.
Um dos filhos, Francisco Solano Constâncio foi médico, escritor e político e a filha, a Marília das poesias de Bocage.
Pela sua reputação clínica, foi nomeado cirurgião da Casa Real por alvará de 26 de Janeiro de 1786 e pouco depois cirurgião da Real Câmara.
Pelo seu desempenho mereceu receber o título de escudeiro e cavaleiro fidalgo em 28 de agosto de 1789.
Manuel Constâncio distribuía generosamente os seus haveres pelos discípulos necessitados, certamente pensando no seu difícil percurso de vida. Foi acima de tudo um professor sapiente, dedicado e progressivo.
Fez escola e os seus discípulos nunca deixaram de enaltecer o nome daquele que soubera despertar neles o interesse científico.

Faleceu a 14 de Julho de 1817, no Sardoal, este abrantino que é um exemplo de trabalho e de competência.

In http://memoriasdomeubairro.blogspot.pt/

Nota: O seu nome de batismo era Manoel Alves, no entanto lia com avidez todos os livros que pudesse alcançar em português e latim, revelando-se de tal modo curioso, persistente e inteligente, que lhe puseram a alcunha de “Constâncio”, nome que ele vira a adotar.
Dá atualmente o seu nome ao hospital da cidade.


06/08/17

Estação dos correios

A Casa dos Castros, que foi pertença de Álvaro Damas, irmão do Dr. João José Luis Damas. Segundo consta este foi o último proprietário antes da casa ter sido adquirida pela CMA em 1939.
Meses mais tarde no mesmo ano, foi cedida gratuitamente à Administração Geral dos CTT para a construção das suas novas instalações. Demolida em 1941, em maio de 1943 inaugurou-se o novo edifício da estação dos correios, um projeto da autoria do arquiteto Adelino Nunes.

Imagem dos nos 40/50 do séc. XX.